Segundo o autor do PL, o consumo de álcool entre mulheres tem aumentado progressivamente, o que eleva a exposição a doenças hepáticas, cardiovasculares, neurológicas e diversos tipos de câncer. Embora as mulheres consumam, em média, menos álcool que os homens, apresentam maior vulnerabilidade a problemas de saúde relacionados à substância. O objetivo da proposta é fortalecer políticas públicas de prevenção, tratamento e reinserção social voltadas a esse público.
A relatora, senadora Damares Alves, destacou que mulheres dependentes de álcool frequentemente enfrentam estigmas e dificuldades adicionais, sobretudo quando acumulam responsabilidades com filhos e outros familiares. Para garantir maior viabilidade ao projeto, acatou sugestão do governo e substituiu a expressão “programa específico” por “estratégia específica”, permitindo integrar as ações a iniciativas já existentes no SUS sem necessidade de criar novas estruturas administrativas.
O parecer reforça a importância de redes de apoio que ofereçam acolhimento, suporte psicológico e ações de reinserção social. A proposta busca fortalecer vínculos familiares, proteger crianças e ampliar a autonomia das mulheres em processo de recuperação, contribuindo para a redução de ciclos de violência e exclusão.
A relatora defende que a integração entre áreas como saúde, assistência social e políticas de gênero é essencial para garantir atendimento adequado e promover cidadania.
Com a aprovação no Senado, o texto segue para sanção presidencial. Após essa etapa, o Ministério da Saúde deverá regulamentar a estratégia, estabelecendo protocolos clínicos, formas de atendimento especializado e capacitação das equipes responsáveis.
Para mulheres que buscam atendimento especializado, individualizado e confidencial, o Grupo Inter Clínicas oferece tratamento particular para dependência alcoólica, com equipes multidisciplinares e abordagem humanizada.
Saiba mais em: http://grupointerclinicas.com.br/