Nos últimos anos, a ayahuasca passou a ser divulgada por diferentes grupos como uma alternativa para “expansão da consciência”, autoconhecimento e até tratamento de transtornos emocionais e dependência química. Entretanto, quando analisamos a literatura científica disponível em bases reconhecidas internacionalmente, como a PubMed, observamos que o tema exige cautela, responsabilidade e análise técnica.
Este artigo tem como objetivo apresentar informações baseadas em evidências sobre os possíveis riscos associados ao uso da ayahuasca, reforçando a importância de decisões informadas quando o assunto é saúde mental e dependência.
A ayahuasca é uma bebida psicoativa tradicionalmente utilizada em contextos ritualísticos. Sua composição envolve substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso central, alterando percepção, humor, cognição e consciência.
Apesar de relatos subjetivos de experiências positivas, a ciência trabalha com critérios objetivos de segurança, eficácia e padronização — fatores essenciais quando falamos em tratamento de saúde.
Estudos revisados por pares indicam que o uso da ayahuasca pode provocar efeitos fisiológicos e psicológicos relevantes, especialmente em pessoas com vulnerabilidades pré-existentes.
Pesquisas apontam que a ayahuasca pode causar aumento da frequência cardíaca e elevação da pressão arterial. Em indivíduos com hipertensão, arritmias ou doenças cardiovasculares, isso pode representar risco clínico.
Os efeitos psicoativos podem incluir:
Ansiedade aguda
Episódios de pânico
Confusão mental
Desencadeamento ou agravamento de transtornos psiquiátricos
Pessoas com histórico de depressão grave, transtorno bipolar, esquizofrenia ou outros quadros psiquiátricos devem ter atenção redobrada.
A ayahuasca pode interagir com antidepressivos, ansiolíticos e outros medicamentos psiquiátricos, aumentando o risco de efeitos adversos graves. A combinação sem acompanhamento médico pode gerar complicações importantes.
Diferentemente de medicamentos regulamentados, não há controle rigoroso sobre a concentração das substâncias ativas na ayahuasca. Isso torna os efeitos imprevisíveis e variáveis de acordo com a preparação.
Até o momento, não existe consenso científico robusto que estabeleça a ayahuasca como tratamento padrão para dependência química ou alcoolismo. A dependência é uma condição médica complexa, multifatorial, que exige abordagem estruturada, acompanhamento profissional e protocolos baseados em evidências.
Tratamentos eficazes envolvem:
Avaliação médica e psiquiátrica
Psicoterapia individual e em grupo
Plano terapêutico personalizado
Monitoramento clínico contínuo
Decisões relacionadas à saúde devem sempre ser tomadas com base em orientação profissional qualificada.
Se você ou um familiar enfrenta problemas com dependência química ou alcoolismo, o mais seguro é procurar uma CLÍNICA DE REABILITAÇÃO EM SÃO PAULO que atue com equipe multidisciplinar e tratamento fundamentado na ciência.
O Grupo Inter Clínicas é uma CLÍNICA DE REABILITAÇÃO EM SÃO PAULO especializada no tratamento de dependência química e alcoolismo, com abordagem ética, profissional e baseada em evidências — sem utilização de ayahuasca.
Para mais informações:
🌐 https://grupointerclinicas.com.br/
📞 (11) 3421-6352
📱 WhatsApp: (11) 97106-8876
Buscar ajuda especializada é um passo fundamental para uma recuperação segura, estruturada e duradoura.