Clinica de reabilitação em São Paulo

Ayahuasca: entre promessas de “cura” e os riscos apontados pela ciência

Nos últimos anos, a ayahuasca passou a ser divulgada por diferentes grupos como uma alternativa para “expansão da consciência”, autoconhecimento e até tratamento de transtornos emocionais e dependência química. Entretanto, quando analisamos a literatura científica disponível em bases reconhecidas internacionalmente, como a PubMed, observamos que o tema exige cautela, responsabilidade e análise técnica.

Este artigo tem como objetivo apresentar informações baseadas em evidências sobre os possíveis riscos associados ao uso da ayahuasca, reforçando a importância de decisões informadas quando o assunto é saúde mental e dependência.

O que é a ayahuasca?

A ayahuasca é uma bebida psicoativa tradicionalmente utilizada em contextos ritualísticos. Sua composição envolve substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso central, alterando percepção, humor, cognição e consciência.

Apesar de relatos subjetivos de experiências positivas, a ciência trabalha com critérios objetivos de segurança, eficácia e padronização — fatores essenciais quando falamos em tratamento de saúde.

O que a literatura científica aponta?

Estudos revisados por pares indicam que o uso da ayahuasca pode provocar efeitos fisiológicos e psicológicos relevantes, especialmente em pessoas com vulnerabilidades pré-existentes.

1. Alterações cardiovasculares

Pesquisas apontam que a ayahuasca pode causar aumento da frequência cardíaca e elevação da pressão arterial. Em indivíduos com hipertensão, arritmias ou doenças cardiovasculares, isso pode representar risco clínico.

2. Reações psicológicas intensas e imprevisíveis

Os efeitos psicoativos podem incluir:

  • Ansiedade aguda

  • Episódios de pânico

  • Confusão mental

  • Desencadeamento ou agravamento de transtornos psiquiátricos

Pessoas com histórico de depressão grave, transtorno bipolar, esquizofrenia ou outros quadros psiquiátricos devem ter atenção redobrada.

3. Interações medicamentosas

A ayahuasca pode interagir com antidepressivos, ansiolíticos e outros medicamentos psiquiátricos, aumentando o risco de efeitos adversos graves. A combinação sem acompanhamento médico pode gerar complicações importantes.

4. Falta de padronização na composição

Diferentemente de medicamentos regulamentados, não há controle rigoroso sobre a concentração das substâncias ativas na ayahuasca. Isso torna os efeitos imprevisíveis e variáveis de acordo com a preparação.

Ayahuasca é tratamento para dependência química?

Até o momento, não existe consenso científico robusto que estabeleça a ayahuasca como tratamento padrão para dependência química ou alcoolismo. A dependência é uma condição médica complexa, multifatorial, que exige abordagem estruturada, acompanhamento profissional e protocolos baseados em evidências.

Tratamentos eficazes envolvem:

  • Avaliação médica e psiquiátrica

  • Psicoterapia individual e em grupo

  • Plano terapêutico personalizado

  • Monitoramento clínico contínuo

Decisões relacionadas à saúde devem sempre ser tomadas com base em orientação profissional qualificada.

Quando buscar ajuda profissional?

Se você ou um familiar enfrenta problemas com dependência química ou alcoolismo, o mais seguro é procurar uma CLÍNICA DE REABILITAÇÃO EM SÃO PAULO que atue com equipe multidisciplinar e tratamento fundamentado na ciência.

O Grupo Inter Clínicas é uma CLÍNICA DE REABILITAÇÃO EM SÃO PAULO especializada no tratamento de dependência química e alcoolismo, com abordagem ética, profissional e baseada em evidências — sem utilização de ayahuasca.

Para mais informações:

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Buscar ajuda especializada é um passo fundamental para uma recuperação segura, estruturada e duradoura.